DIA DAS MÃES

10/05/2014

 

Queria ter o dom maior de palavras para que pudesse escrever uma mensagem mais que especial para as mães, principalmente as da minha família. Como não foi possível, pedi ao Espirito Santo de Deus que me inspirasse e fui atendida.

É uma oração maravilhosa da mãe Maria, agradecendo a Deus por ter sido escolhida pra ser a Mãe de nosso Senhor e Salvador Jesus. Todas nós, mães, agradecemos a Ele por esse dom, o de ser mãe, e esse Magnificat de Maria, o expressa bem demais.

” Minha alma glorifica ao Senhor,

meu espírito exulta de alegria

em Deus, meu Salvador,

porque olhou para sua pobre serva,

Por isso, desde agora,

me proclamarão bem-aventurada todas as gerações,

porque realizou em mim maravilhas aquele que é poderoso

e cujo nome é Santo.

Sua misericórdia se estende, de geração em geração.

sobre os que o temem.

Manifestou o poder de seu braço:

desconcertou o coração dos soberbos.

Derrubou do trono os poderosos

e exaltou os humildes.

Saciou de bens os indigentes

e despediu de mãos vazias os ricos.

Acolheu a Israel, seu servo,

lembrado da sua misericórdia,

conforme prometera a nossos pais,

em favor de Abraão e sua posteridade, para sempre.”

(1 Luc 1, 46-56)

Parabéns a todas as mães, especialmente você, minha mãe.

 

 


DIA DOS NAMORADOS

13/06/2013

Passei o dia tentando descobrir o que escrever, o que falar, como agir nesta data em que se comemora os amores, as paixões…

Nada melhor que uma música pra dizer tudo o que queremos e não sabemos como, então aí vai aquela que pra mim, é uma das que, representam muito bem essa data e o que queríamos demonstrar que nem sempre conseguimos. E essa é especialmente pra você meu eterno amor há mais de 25 anos.


Dia dos Pais.

13/08/2012

Encontrei essas belas palavras que dizem o como o papel de um pai é importantíssimo para o desenvolvimento dos filhos, em todos os aspectos.

Jair Lopes Barcelos ( 23/06/1934 – 26/03/1994) – Meu pai.

Quando eu cheguei a este mundo, não sabia ao certo o que estava fazendo aqui, até que percebi que havia alguém para me orientar na jornada.
Um dia, quando você me ergueu nos braços, elevando-me acima da sua cabeça, descobri que você queria que eu percebesse o mundo de um ponto de vista muito abrangente.
Quando comecei a ensaiar meus primeiros passos, com a musculatura das pernas ainda frágil, você  me sustentou segurando-me a mão, e entendi que você não desejava me carregar no colo para sempre: queria que eu andasse com as próprias pernas.

Quando entrei em casa pela primeira vez, ofegante, me queixando dos amigos, você disse para eu me acertar com eles, e compreendi que deveria assumir a responsabilidade pelos meus próprios atos.

Quando trouxe para casa minha primeira lição e você se sentou ao meu lado, orientando-me, mas não fez a lição para mim, entendi que você desejava que o aprendizado fosse uma conquista minha.
No dia em que alguns objetos alheios foram parar em minha mochila escolar, você, sem me ofender, me pediu para devolver ao legítimo dono, e compreendi que você queria fazer de mim uma pessoa honesta.
Quando, um dia, meus amigos saíram da sala e tracei alguns comentários maldosos sobre eles, e você me disse que não devemos falar mal das pessoas ausentes, aprendi as lições da sinceridade e do respeito.
Nos momentos difíceis, você estava sempre ao meu lado para me apoiar, e nas horas alegres não me faltou o seu
abraço para compartilhar.
Quando fraquejei diante do primeiro embate da vida, você me falou de coragem…
Quando chorei as lágrimas provocadas pelo primeiro sofrimento, você me falou de resignação…
Quando desejei fugir dos compromissos que se apresentavam, você me falou de responsabilidade…
Quando pensei em mentir para um amigo, você me falou de fidelidade…
Quando senti em minha alma os açoites dos primeiros vendavais, você me falou de flexibilidade, e aprendi a me dobrar para não quebrar, como o pequeno ramo verde faz diante dos golpes do vento.
Quando você pressentiu em meu olhar a insinuação da vingança, me falou do perdão…
Quando desejei salvar o mundo, nos ardentes dias da juventude, você me ensinou a moderação e o bom senso.
Quando quis me submeter aos modismos do grupo, você me falou de liberdade.
Quando me iludi, pensando que o mundo era meu, você me falou do Criador do Universo…
Assim, meu pai, desejo dizer que você sempre foi meu herói, meu amigo, meu grande mestre, meu companheiro de
caminhada…
Você foi firme, quando era de firmeza que eu precisava…
Você foi terno, quando era de ternura que eu necessitava… Você foi lúcido, quando era de lucidez que eu precisava…
Quando eu cheguei a este mundo, não sabia ao certo o que estava fazendo aqui, até que percebi que havia alguém para me orientar na jornada…
Hoje, bem, hoje eu sei claramente o que estou fazendo aqui, porque você, meu pai, fez mais que apenas me orientar, você caminhou ao meu lado muitas vezes, me seguiu de perto outras tantas, e andou à minha frente muitas outras, deixando rastros de luz, como diretrizes seguras que eu pudesse seguir.
Hoje eu sei muito bem o papel que me cabe na construção de um mundo melhor, porque isso eu aprendi com você, meu grande e admirado amigo…
E quando eu vejo tantos jovens perdidos, sem rumo e sem esperança, vagando entre a violência e a morte, eu peço a Deus por eles, porque é bem possível que não tenham tido a felicidade de ter um pai como você…
E peço a Deus por você, papai, meu grande amigo.
Fonte: Fb Goiacre

Mulheres apaixonadas (Elas correm riscos que os homens não correm)

25/02/2012

Os textos de Ivan Martins, da Revista Época, são excelentes e reais. Ele procura mostrar exemplos reais para ilustrar seus artigos, o que faz com que a leitura seja cada vez mais agradável, como o que transcrevo aqui.

“O final do filme se aproxima. A mocinha, meio cega de emoção e lágrimas, acelera o carro para salvar o homem que ama. Enquanto ela voa em zig-zag pelas ruas, fura faróis e ameaça pedestres, me ocorre no escuro do cinema uma frase pronta: ela guia como uma mulher apaixonada. Além de ser uma descrição justa da cena, talvez haja nessa ideia uma verdade mais geral – mulheres apaixonadas, não só nos filmes, fazem coisas perigosamente impensadas.

Conheci uma mulher que rompeu um casamento na França e foi viver em Nova York com um cara que ela só conhecia pela internet. Conheci uma moça grávida que se apaixonou por um moço mais jovem e trocou de marido no meio da gravidez. Conheci uma mulher recém-casada que inventava viagens de trabalho para passar uns dias com uma paixão inacabada. São muitas histórias e elas todas se parecem num ponto: mulheres apaixonadas correm riscos e fazem coisas que os homens, boa parte das vezes, não têm coragem ou disposição de fazer.

Claro, há homens românticos que saltam para a vida sem para-quedas, mas a mim parece que as mulheres são a maioria nesse pelotão, e vão mais fundo. Enquanto o homem, cautelosamente, tenta manter o pé em duas vidas e pondera sentimentos e reações alheios, as mulheres se atiram. Para fora de casa, para a rodoviária, para o desconhecido. Avançam em direção à miragem que paira na outra ponta da corda, muitos metros acima do abismo. Querem a felicidade.

As heroínas de filmes e romances sempre dão lições de coragem aos homens. Alguém se lembra de “Pecados íntimos”, com Kate Winslet? Na última cena do filme ela espera pelo amante com quem vai fugir e deixar tudo para trás. Ele não aparece. É mais ou menos o desfecho enfrentado no século XIX por Emma Bovary, a adúltera do romance de Gustave Flaubert. Outro dia revi o filme “1984”, baseado em um dos meus romances favoritos, escrito por George Orwell. La está Julia, a jovem que se rebela contra o totalitarismo por meio do sexo e do amor, e arrasta seu amante com ela. Todas essas personagens são almas mais livres que seus parceiros – e se inspiram em comportamentos femininos reais.

De onde vem esse romantismo terminal das mulheres? Eu não sei, mas ele está lá, desde que elas são meninas. Talvez seja apenas um traço cultural – quando todas as formas de realização públicas eram proibidas, o amor, a busca da felicidade íntima, era o que restava. Mas o mundo (ao menos a nossa parte do mundo), não é mais assim. As mulheres podem se dedicar ao trabalho, ao poder, ao dinheiro. Não precisam mais casar ou ser mães. Podem viver sozinhas se assim quiserem, voltadas 100% ao aprimoramento do espírito ou dos glúteos. Mesmo assim, o romantismo não desaparece. A necessidade de amar e ser amada (intensamente) continua. Aos 20, aos 30, aos 40, aos 50, aos 60 anos…

Um evolucionista poderia dizer que nos genes femininos está escrita a urgência de encontrar o parceiro perfeito para a procriação, por isso as mulheres conferem prioridade absoluta ao amor e seu termômetro mais evidente, à paixão. Mas isso não explica as mulheres que trocam procriadores competentes e responsáveis por outros homens (frequentemente sem essas qualidades), que pareçam mais interessados nelas. A sobrevivência da espécie não requer isso, mas a sanidade das mulheres talvez exija.

Minha impressão é que todos precisamos de ilusões.

As ilusões dos homens parecem estar ligadas ao sexo. Se formos capazes de seduzir, de conquistar, de transar, então estaremos satisfeitos. Claro, há um universo de sentimentos que não estarão atendidos, mas o impulso masculino parece ser na direção de resolver a vida pelo desejo, realizar-se pela satisfação constante no sexo. Não acontece, mas a quimera nos move adiante. Com as mulheres a ilusão é afetiva. O grande amor, o grande romance, a paixão redentora. A vida parece se resumir a isso. Assim como a sedução permanente dos homens, a fantasia romanesca das mulheres raramente se materializa – mas isso não a torna menos universal ou importante.

Qualquer que seja a origem do arrebatamento feminino, os homens não sabem lidar com ele. As emoções exacerbadas das mulheres nos assustam e, secretamente, nos envergonham. Temos inveja dessa intensidade de sentimentos. As piadas constantes que fazemos sobre “a loucura” das mulheres revelam algo do nosso constrangimento. Nós, que vira e mexe nem sabemos o que estamos sentindo, somos forçados a lidar com gente apaixonada que nos olha nos olhos e exige respostas.

Claro, há mulheres realmente perdidas, malucas, criaturas incapazes de diferenciar os seus desejos da realidade. Todo homem adulto já topou com uma dessas. Ama e não percebe que não é amada. Quer e não percebe que não é querida. Às vezes, não aceita que acabou aquilo que mal havia começado, e faz cena – em vez de fazer as unhas e partir para outra.

Mas o comportamento das mulheres transtornadas não justifica a cautela masculina. O sujeito que se atira ao sexo e não encontra sentimentos encena um clichê triste. Ele tem algo a aprender com a capacidade das mulheres de se entregar e correr riscos. Não precisa pegar um carro de madrugada e sair voando para provar que ama – mas não deveria deixar sua heroína esperando sozinha, na chuva, por um amante que não tem certeza do que sente e não consegue decidir o que quer.”

Fonte: Revista Época


Mamãe, palavra que nunca deveria faltar em nossas bocas.

08/05/2011

Alice e ...

É uma palavra dissílaba. A sílaba mais forte é um Ditongo Nasal (mãe). Tão simples e muito significativa.

Dizer que ser mãe é a situação mais sublime que a mulher pode viver, seria pouco para descrever as maravilhas que vivemos depois que nossos filhos entram para nos fazer companhia neste mundo. As alegrias que temos quando pronunciam as primeiras palavras; fazem as primeiras gracinhas ou caretas; quando dão os primeiros passinhos. Quando entram na escola, aprendem a ler; quando concluem o Ensino Fundamental e Médio; a formatura do Nível Superior… são fases maravilhosas e nos fazem descobrir e redescobrir como somos importantes na vida deles. Somos peça fundamental e  um dos responsáveis pela educação deles. Sei que a vida de mãe não é um mar de rosas sempre. Temos também aqueles momentos na vida dos filhos que queríamos poder deletar e fazer com que eles nunca ficassem tristes ou sofressem. A vida é assim, com altos e baixos e nós mães e filhos, não estamos livres disso.

Lair e ...

O desencontro de gerações de pais e filhos é o primeiro grande obstáculo. Hoje, a mãe precisa ser “antenada” para acompanhar a evolução do mundo junto com seu filho e para isso existem os recursos que a  web nos oferece. As redes sociais… tudo que pode nos aproximar ou nos afastar dos filhos.

Tenho exemplos de superação e vitória de duas mães que são o meu suporte na vida. Minha mãe, Alice e minha Sogra, Lair. Duas guerreiras que, depois de lutarem em favor da própria vida,  lutam no dia a dia pelo bem estar dos seus filhos e netos. Amo vocês.