Educação

06/12/2013

Os noticiários trazem, todos os dias. as novidades que temos em todas as áreas, sejam alegres ou tristes. Me chamou a atenção a  do MEC cancelando vestibulares para vários cursos.

O que mais será preciso acontecer para que autoridades e profissionais da área tomem consciência de que tudo que está sendo feito, não está valendo a pena? Houve muitas mudanças sim, mas não foram suficientes para melhorar radicalmente o ensino.

Leia abaixo, na íntegra, o que foi publicado hoje em O Popular.

Cancelamento de vestibulares

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Reprovação e Violência: existe relação entre elas e educação?

13/04/2013

 

Analisando alguns fatos que vemos acontecer em nosso Estado, melhor, País,  chegamos a conclusão que as mudanças foram muito grandes. Uma inversão total de valores. Me pego pensando onde estão aqueles que aprendemos com nossos pais, tios, avós… eles eram passados de geração para geração. Onde estão esses valores hoje?

Estamos vivendo uma período de muita turbulência. São famílias dizimadas por atentados a vida delas, outras sendo exterminadas por envolvimento com drogas, seja no uso ou no tráfico. Se você liga a televisão, é apenas isso que vemos. Quando não nos deparamos com alguma notícia de violência, drogas, mensalão, Operação Monte Carlo ou qualquer outra, é algum massacre em outro País, como o de Connecticut em dezembro de 2012, que deixou 27 mortos, dentre esses 20 crianças.

O que levaria uma pessoa a ter esse tipo de atitude? Será que não sabe que está atentando contra ele mesmo? Se é usuário de drogas, é o seu corpo que deteriora a cada dia que passa. Se engana, rouba, mente, está lesando você mesmo, pois tudo volta. O que a educação tem a ver com isso?

Acredito muito na frase que diz que “a educação começa em casa”,  e que os filhos são o reflexo dos pais. Ensinamos aquilo que acreditamos ser certo, mas se não mostramos isso em nossas atitudes (nossos exemplos), não temos como cobrar essa postura deles.

A educação deveria começar em casa, então quando nossos filhos chegassem à idade escolar, seria mais fácil, pois já teriam a base necessária para isso. Do tempo de minha regência vi muitos alunos que não queriam saber de nada, a maioria na verdade. E quando mostrava as notas baixas aos pais, o professor estava errado e era um péssimo profissional, e assim por diante. Os filhos nunca tinham culpa. Não digo que não existem profissionais ruins, mas é uma parcela mínima. Digo isso na educação escolar, porque na escola da vida a coisa é muito pior.

O artigo de Lya Luft publicado na Revista Veja dessa semana nos faz relembrar como era a educação em tempos atrás. Antes víamos que os nossos filhos tinham a complementação da educação que começávamos em casa. Hoje é muito diferente. A imprensa nos brinda, diariamente, com notícias alarmantes, crianças que já na 3ª série do Ensino Fundamental não conseguem ler e escrever; a maioria que estão em séries mais avançadas leem e escrevem mal; não sabem fazer as operações básicas em Matemática, e assim por diante.

Nada mais posso dizer, apenas que a frase que finaliza o artigo é muito verdadeira e expressa a realidade do que presenciamos dia a dia, “A educação brasileira continuará, como agora, escandalosamente reprovada”.


Pagamento do Piso Salarial dos Professores, uma dúvida.

14/04/2012

Desde a posse do Governador Marconi Perillo, em janeiro de 2011, os professores da Rede Estadual aguardam o pagamento do piso salarial nacional da categoria, conforme promessa de campanha. No final do ano de 2011, foi enviado o Projeto de Lei com mudanças drásticas no plano de carreira do professor.

A primeira mudança foi a extinção da “Titularidade”, uma forma de bonificação que o administrativo/professor tinha, por fazer cursos de aperfeiçoamento profissional que totalizassem 1024 horas, podendo chegar até 30% do seu salário em função da quantidade de horas/cursos apresentasse. Outras mudanças que foram incluídas foi a mudança no percentual de gratificação para quem cursasse Mestrado ou Doutorado, de 30% para 10% e de 50% para 20%.

Ter essas gratificações, faziam com que o professor tivesse vontade de se aperfeiçoar, aumentando assim o seu vencimento mensal, mas o Projeto, aprovado ao fechar das cortinas em janeiro de 2012, fez com que eles se sentissem traídos e deflagrassem uma greve que durou mais de 50 dias. Leia aqui.

Depois do retorno da greve, os funcionários da Educação esperam a concretização do que foi negociado com o Governador. O cronograma de reposição, uma das exigências para que o professor possa receber os valores descontados de seu salário durante o período da greve, já entra em vigor a partir de hoje, 14/04/2012.

 


Educar é inovar

03/03/2012

Educação é a chaveEducação é a Chave

Os alunos sempre reclamam sobre a dificuldade no aprendizado dessa ou daquela disciplina. São pouquíssimos os que não reconhecem essa dificuldade para o aprendizado, principalmente nas disciplinas da área de exatas, a Matemática mais precisamente. Claro que em Física ou Química também existe e quando as dúvidas de Matemática são sanadas, facilita muito o aprendizado dessas disciplinas. Donde conclui-se que é preciso investir nos métodos de ensino com a finalidade de que se obtenha aprendizagem máxima. Encontramos o matemático americano Salma Khan, ou simplesmente Sal, quando buscamos exemplos concretos para a ilustração dessa necessidade de investimentos na educação. Sal é formado em Matemática, ciências da Computação e Engenharia Elétrica pelo instituto de Tecnologias de Massachusetts (MIT). Sua forma de pensar no ensino é um pouco erudito, mas direto: “Vá direto à essência do problema”, “Nunca deixe de aprender”, “Divirta-se”. O método de Khan consiste em objetividade, exemplos concretos, conhecimento, desigualdade e reconhecimento do talento e esforço de cada um com premiação. Tudo começo quando uma prima, em 2004, lhe pediu ajuda dos estudos matemáticos. Como moravam em cidades diferentes, Sal passou a postar vídeos no Youtube e fazer a complementação das aulas via celular. Até que a prima lhe disse “não precisa mais ligar, você é muito melhor no computador”. A partir daí e com o apoio da família passou a se dedicar completamente a esse projeto. Grava vídeos com conteúdos diversos e posta no Youtube. Já tem milhares de seguidores. Algumas escolas na Califórnia, adotaram os videos e execícios sugeridos pelo site de Sal. Relatam que houve uma grande mudança na rotina delas. “Os alunos passaram a assistir as aulas em casa, deixando o tempo na escola livre para sanar dúvidas, problemas e projetos que estimulem a capacidade criativa e a investigação científica”. Claudio Moura Castro, economista, especialista em educação e articulista da revista Veja disse que “com um conteúdo de tão alto nível na rede, essa inversão faz todo o sentido” (essa inversão se refere ao fato dos alunos assistirem as aulas em casa e tirar dúvidas e resolução dos exercícios na escola). Paulo Blikstein, um brasileiro que mora nos EUA e atua em Stanford diz que “não há outra saída para despertar o interesse pelas ciências senão aproximá-las do dia a dia. Ele começara a treinar 60 professores brasileiros para que, no Brasil, façam um trabalho parecido com o que ele desenvolve na Universidade de Stanford. Thiago Feijão é outro brasileiro que é seguidor de Khan e tem nele sua inspiração. Está prestes a lançar seu próprio site com aulas de Português e Matemática. Essa é uma bandeira que todos os verdadeiros educadores poderiam levantar, afinal educação é a saída para todos os problemas que a população enfrenta.


A linguagem matemática e a resolução de problemas: uma reflexão

04/12/2011


Quando concluí o curso de Licenciatura Plena em Ciências – Habilitação Matemática, acreditava que meus alunos teriam a mesma determinação que os graduandos para o aprendizado dessa disciplina. O tempo passou e fiquei seis anos fora da sala de aula, ou seja, sem o exercício pleno das funções de uma professora, que era aquilo que eu estaria habilitada a executar. Quando retornei a essa atividade em 1996 notei que muitas mudanças haviam ocorrido e que o ensino da Matemática já não era aquela coisa aterrorizante que eu havia me acostumado a ouvir, apesar de não concordar.

Essa nova visão me estimulou a estudar novamente para ficar a par das mudanças ocorridas e a começar uma pesquisa, com a principal finalidade de detectar onde estaria a maior causa da completa falta de compreensão da Matemática por parte dos alunos, a ponto de se ter várias turmas com cerca de 80 a 90% dos alunos com notas baixíssimas. Comecei então minha Pós-Graduação em Educação Matemática.

Apesar da aversão que tinham pela disciplina, pude notar que a maioria dos alunos cometiam erros na escrita, alguns deles eram comuns outros não. Os alunos, tanto do nível Fundamental ou Médio, tinham o hábito de escrever como falavam. Não faziam distinção entre as normas Culta ou Coloquial. Baseada neste fatos,  iniciei essa pesquisa para mostrar que o problema existia e era realmente um dos responsáveis pelo déficit na aprendizagem de Matemática.

Fiz leitura de vários livros e textos que tratavam sobre o assunto para uma melhor fundamentação teórica. Era preciso decidir alguns pontos da pesquisa: qual o método,  as estratégias de avaliação, quais os recursos visuais e materiais que seriam utilizados, o tempo de duração da interferência.

Como ministrava aulas para turmas do 1º, 2º e 3º anos no Ensino Médio, decidi realizá-la junto aos alunos do 1º ano. Durante o tempo dessa interferência, fiz várias atividades com os alunos, utilizando vários recursos para que o objetivo da pesquisa, que era mostrar que a linguagem interferia no aprendizado de Matemática, fosse atingido. Trabalhei com eles a interpretação dos problemas matemáticos dos níveis simples aos mais complexos, utilizando os recursos necessários para uma melhor compreensão das atividades que estavam sendo aplicadas. Primeiro trabalhei textos  de fácil compreensão. Elaboramos algumas questões mostrando sentidos diferentes para a  mesma palavra em matemática. Depois apliquei problemas mais complexos, para que resolvessem e respondessem algumas questões.

No tempo destinado à execução dessa interferência, além dos erros na escrita , notei que os alunos tinham uma dificuldade enorme em trabalhar usando a abstração, precisavam de dados palpáveis. Imaginar possibilidades? Não sabiam nem o que isso significava.

No final da pesquisa foi feita uma avaliação para que eles mesmos avaliassem seu rendimento depois dessas aulas. 76% dos alunos acreditaram numa melhora no seu desempenho, 12% acreditaram que continuavam do mesmo jeito, ou seja, não houve melhora e, 12% acreditou que a interferência prejudicou seu aprendizado. Dessa pesquisa, pude perceber que trabalhar as diferentes linguagem poderá deixar nosso aluno mais perspicaz tornando-o mais eficiente no aprendizado dessa disciplina.

Verifiquei que programar aulas de Matemática com o uso concomitante da Língua Materna, Português, é uma das saídas para que o nível de aprendizagem dela seja ampliado. Pois, quando vivenciamos o problema, ou seja, quando fazemos parte dele, o aprendizado é maior, sem nenhuma sombra de dúvida.

Quando realizei essa pesquisa, os recursos virtuais ainda não eram muito utilizados em sala de aula, então utilizei mais os recursos materiais. Hoje tenho certeza que com a utilização dos recursos virtuais que temos disponíveis na web, o aprendizado de Matemática seria muito mais eficaz.



As mudanças que aconteceram e ainda acontecem na Seduc Go

23/08/2011

Desde o início do corrente ano, com  a eleição de Marconi Perillo para o cargo de Governador do Estado e a indicação de Thiago Peixoto para exercer o cargo de Secretário da Educação, os funcionários da Educação vem enfrentando vários problemas. Primeiro foi o parcelamento do pagamento dos salários (não apenas da educação) e depois o anúncio , por meio de decreto, que todos os professores que estavam em outros orgãos ou mesmo aqueles em desvio de função, deveriam retornar ao orgão ou cargo de origem, respectivamente, para assumir e exercer aquele para o qual havia sido efetivado. Até aqui tudo bem, nada  fora dos padrões políticos normais, pois a cada mudança de governo, muitas mudanças acontecem, algumas boas outras ruins.

Desde janeiro convivemos diáriamente com vários comentários, da tão conhecida “radio corredor”, que acaba aterrorizando os colegas que já tem  muito tempo naquele departamento/gerência ou os professores que já estão fora do exercício de regência há muito tempo. Temos que suportar isso sem recorrer a ninguém, pois a classe de professores é muito desunida para lutar por melhorias.  Vale mais a lei do “um por todos e todos por nenhum “.

No dia 24.08.2011 no jornal Diário da Manhã – Opinião Pública, Roberta Vilela, que imagino ser uma fucionária do órgão, fez comparações fortíssimas do Secretário da Educação com o personagem da ficção na novela da Rede Globo, Timóteo Cabral. Ela diz que, o “coronelzinho da ficção se autodeclarou rei, reizinho de um reino fictício, baixando decretos absursos” mostrando seu despreparo para um cargo que imagina ser o dono.

No seu artigo, Roberta Vilela, chama o Secretário da Educação de, “nosso Timotinho”. Diz  ainda que no exercício do seu mandato de Deputado Estadual, Thiago Peixoto, “no fechar das cortinas de 2010″, conseguiu que fosse aprovado o projeto de lei que tirava os privilégios até então de competência do Conselho Estadual de Educação e passava-os à pessoa do Secretário de Educação. Depois das primeiras ações de “Timotinho, o terrível”, muitos deputados afirmam ter votado sem saber do que o projeto tratava de fato.

No início de 2011, estando pronto para o retorno à Assembléia Legislativa após o recesso, Thiago Peixoto é convidado a assumir o posto de Secretário da Educação e aceita. Cria vários problemas com o seu partido, PMDB. É ameaçado de expulsão, mas mesmo assim, assume a Pasta e “começa o seu reinado”. Segundo o Secrétario, os problemas com a educação é a gestão e não investimentos. Acredito que seja a união dos dois. Gestão eficiente para que tudo seja cumprido corretamente e investimentos para que se recupere os prédios escolares condenados pelo Corpo de Bombeiros e ainda alcancemos o pagamento do tão sonhado piso salarial dos professores.

E as comparações continuam. Diz que pra evitar os “motins”, o Secretário conta com os seus “Batorés”, que são os Diretores que receberam 45% de aumento para incentivo ao seu trabalho. Reconhece como boa ação o Programa Reconhecer, que bonificará o professor que não faltar ao trabalho com R$ 1.500,00, ao ano. Mas o condena se referindo à questão da redução do bonus em função do número de faltas. “Com uma  falta no ano, ele perde o direito ao bonus e ainda coloca em risco o benefício dos colegas.”  Não sei se  manter a frequência dos professores afixada num mural, é uma medida legal mas, com certeza é uma forma de controle de faltas que poderá gerar problemas entre os colegas da escola.

E no dia 26.08.2011, no mesmo jornal a leitora Maria José Padilha Braga retruca o que foi publicado e conta a versão dela da mesma “novela”. Na sua versão, por longos anos poucos governantes se preocupavam com a educação do povo. A corrupção, que ela chama de “jeitinho brasileiro”, imperava. Os professores faltavam às aulas e não tinham punição financeira pelo ocorrido. Surge então um príncipe (Thiago Peixoto) com idéias novas e afirmando que todos são responsáveis pela educação do povo. Munido com o lema da transparência ele vai pra dentro das escolas, não para fiscalizar, e sim oferecer ajuda, procurando realizar a valorização do professor e capacitação dos gestores. Pouca coisa de imediato, mas com a certeza de que o final desse conto promete ser feliz. A leitora que comparou Thiago Peixoto ao Coronel Timóteo (Timotinho, o terrível) foi comparada à Duquesa Úrsula, que é considerada uma vilã na história de ficção da Rede Globo.

Em tempo. Conforme anunciado, o parcelamento do salário dos servidores públicos, acabou. Desde o mês de julho do corrente ano, os servidores estão recebendo o soldo de seus salários integralmente.


Programa Reconhecer – Estímulo à Regência

22/06/2011

Foi apresentado hoje, 22/06/2011,  no Palácio Pedro Ludovico Teixeira, pelo Governador Marconi Perillo, o plano que será adotado pela Seduc Go para valorização do professor. O programa prevê pagamento de bônus anual no valor de R$ 1,5 mil para os docentes com carga horária de 40h semanais e o valor proporcional às demais cargas horárias.

Dois critérios são essenciais para fazer jus ao abono. Primeiro ser funcionário efetivo da Seduc e segundo estar desempenhando a função de regência em sala de aula.

A premiação será feita com base na tabela abaixo, divulgada em O Popular:

PREMIAÇÃO

 Como será a bonificação para os professores da Rede Estadual:

 Até 1% de falta                                              100% do bônus

 Entre 1,01% e 2% de falta                               85% do bônus
 Entre 2,01% e 3% de falta                               70% do bônus
 Entre 3,01% e 4% de falta                               55% do bônus
 Entre 4,01% e 5% de falta                               40% do bônus
 Acima de 5% de faltas                                não receberá o bônus

EXEMPLO DE CARGA HORÁRIA

  FALTAS                                                           BÔNUS

Até 6 aulas                                                 100% do bônus

Entre 7 a 12 aulas                                        85% do bônus
Entre 13 a 18 aulas                                      70% do bônus
Entre 19 a 24 aulas                                      55% do bônus
Entre 25 a 30 aulas                                      40% do bônus
Acima de 30 aulas                                   não receberá o bônus

“Esse bônus vai estimular os professores que ficam em sala de aula. E nós vamos continuar buscando soluções para que os nossos profissionais da educação se sintam cada vez mais prestigiados e respeitados nesta função, que é tão importante, de ensinar nossas crianças” (leia na íntegra aqui).

A fiscalização da assiduidade do professor para justificar o recebimento do abono, é de inteira responsabilidade do diretor da unidade escolar. A UE deverá afixar em local público, um quadro de frequência mensal (modelo padronizado pela Seduc). A Secretaria da Educação fará auditoria permanente para averiguação da frequência apresentada e em caso de fraude, os docentes da escola envolvida, perderão o direito ao bônus.

“A partir de 2012, consideraremos também os índices de desempenho dos alunos, como uma espécie de Indice de Desenvolvimento da Educação Básica (ideb), que estamos criando em nível estadual”, afirma o secretário Thiago Peixoto.

O professor em desvio de função só terá direito se retornar à regência de sala de aula. Não foi mencionado sobre o abono para o pessoal administrativo, aqueles que não são professores, se terão direito também e, em caso afirmativo, qual o critério para o pagamento desse bônus.

Fontes: Jornal O Popular – edição de 22/06/2011 e Site http://www.noticias.goias.gov.br/index.php?idMateria=107411&tp=positivo