As mudanças que aconteceram e ainda acontecem na Seduc Go

Desde o início do corrente ano, com  a eleição de Marconi Perillo para o cargo de Governador do Estado e a indicação de Thiago Peixoto para exercer o cargo de Secretário da Educação, os funcionários da Educação vem enfrentando vários problemas. Primeiro foi o parcelamento do pagamento dos salários (não apenas da educação) e depois o anúncio , por meio de decreto, que todos os professores que estavam em outros orgãos ou mesmo aqueles em desvio de função, deveriam retornar ao orgão ou cargo de origem, respectivamente, para assumir e exercer aquele para o qual havia sido efetivado. Até aqui tudo bem, nada  fora dos padrões políticos normais, pois a cada mudança de governo, muitas mudanças acontecem, algumas boas outras ruins.

Desde janeiro convivemos diáriamente com vários comentários, da tão conhecida “radio corredor”, que acaba aterrorizando os colegas que já tem  muito tempo naquele departamento/gerência ou os professores que já estão fora do exercício de regência há muito tempo. Temos que suportar isso sem recorrer a ninguém, pois a classe de professores é muito desunida para lutar por melhorias.  Vale mais a lei do “um por todos e todos por nenhum “.

No dia 24.08.2011 no jornal Diário da Manhã – Opinião Pública, Roberta Vilela, que imagino ser uma fucionária do órgão, fez comparações fortíssimas do Secretário da Educação com o personagem da ficção na novela da Rede Globo, Timóteo Cabral. Ela diz que, o “coronelzinho da ficção se autodeclarou rei, reizinho de um reino fictício, baixando decretos absursos” mostrando seu despreparo para um cargo que imagina ser o dono.

No seu artigo, Roberta Vilela, chama o Secretário da Educação de, “nosso Timotinho”. Diz  ainda que no exercício do seu mandato de Deputado Estadual, Thiago Peixoto, “no fechar das cortinas de 2010″, conseguiu que fosse aprovado o projeto de lei que tirava os privilégios até então de competência do Conselho Estadual de Educação e passava-os à pessoa do Secretário de Educação. Depois das primeiras ações de “Timotinho, o terrível”, muitos deputados afirmam ter votado sem saber do que o projeto tratava de fato.

No início de 2011, estando pronto para o retorno à Assembléia Legislativa após o recesso, Thiago Peixoto é convidado a assumir o posto de Secretário da Educação e aceita. Cria vários problemas com o seu partido, PMDB. É ameaçado de expulsão, mas mesmo assim, assume a Pasta e “começa o seu reinado”. Segundo o Secrétario, os problemas com a educação é a gestão e não investimentos. Acredito que seja a união dos dois. Gestão eficiente para que tudo seja cumprido corretamente e investimentos para que se recupere os prédios escolares condenados pelo Corpo de Bombeiros e ainda alcancemos o pagamento do tão sonhado piso salarial dos professores.

E as comparações continuam. Diz que pra evitar os “motins”, o Secretário conta com os seus “Batorés”, que são os Diretores que receberam 45% de aumento para incentivo ao seu trabalho. Reconhece como boa ação o Programa Reconhecer, que bonificará o professor que não faltar ao trabalho com R$ 1.500,00, ao ano. Mas o condena se referindo à questão da redução do bonus em função do número de faltas. “Com uma  falta no ano, ele perde o direito ao bonus e ainda coloca em risco o benefício dos colegas.”  Não sei se  manter a frequência dos professores afixada num mural, é uma medida legal mas, com certeza é uma forma de controle de faltas que poderá gerar problemas entre os colegas da escola.

E no dia 26.08.2011, no mesmo jornal a leitora Maria José Padilha Braga retruca o que foi publicado e conta a versão dela da mesma “novela”. Na sua versão, por longos anos poucos governantes se preocupavam com a educação do povo. A corrupção, que ela chama de “jeitinho brasileiro”, imperava. Os professores faltavam às aulas e não tinham punição financeira pelo ocorrido. Surge então um príncipe (Thiago Peixoto) com idéias novas e afirmando que todos são responsáveis pela educação do povo. Munido com o lema da transparência ele vai pra dentro das escolas, não para fiscalizar, e sim oferecer ajuda, procurando realizar a valorização do professor e capacitação dos gestores. Pouca coisa de imediato, mas com a certeza de que o final desse conto promete ser feliz. A leitora que comparou Thiago Peixoto ao Coronel Timóteo (Timotinho, o terrível) foi comparada à Duquesa Úrsula, que é considerada uma vilã na história de ficção da Rede Globo.

Em tempo. Conforme anunciado, o parcelamento do salário dos servidores públicos, acabou. Desde o mês de julho do corrente ano, os servidores estão recebendo o soldo de seus salários integralmente.

Uma resposta a As mudanças que aconteceram e ainda acontecem na Seduc Go

  1. Roberta diz:

    Eu nem sabia que meu texto teria essa repercussão.1ª Como posso ser comparada a Duquesa Úrsula se foi a própria quem ajudou Timotinho assumir o posto de Rei?2º Concordo que tenha que haver transparência , mas que seja para os dois lados,que o Secretário afixe as contas da Seduc com os repasses do Fundeb, comenta-se que o mesmo esteve em Brasília pedindo auxílio ao MEC para cumprir com a lei do piso e o Ministro exigiu que as contas sejam apresentadas.Timotinho vamos jogar limpo transparência para os dois lados tenha a hombridade de tornar público os destinos dos repasse do mec.Eu sou uma personagem da realidade e não dessa ficção montada no aparelho do estado, e com certeza a pessoa que respondeu ao meu textono mínimo deve favores ao alvo das críticas,tenho minha consciência tranquila.Roberta

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